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Após escândalo de racismo, clube celeiro de atletas olímpicos cria comitê

Um dos mais tradicionais do país, o centenário Pinheiros tem pouquíssimos sócios negros

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 17 nov 2020, 12h48 - Publicado em 17 nov 2020, 18h32

Clube de elite do país e um dos principais celeiros de atletas olímpicos brasileiros, o Pinheiros, em São Paulo, criou recentemente um comitê de diversidade e está em conversas com o Instituto Ethos para melhorar suas práticas nessa área.

A iniciativa tomou corpo depois que um ex-atleta negro denunciou ter sofrido discriminação por causa da cor de sua pele. Uma auditoria interna confirmou a ocorrência de casos de racismo e de assédio moral no departamento de ginástica.

O trabalho, em fase inicial, representa um enorme desafio para a instituição que tem 121 anos e 38 000 sócios.

Não há ainda um censo oficial sobre o perfil deles, mas quem conhece a realidade do clube estima que o número de sócios negros não chega a vinte – o equivalente a 0,05%.

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