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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

TSE julga petista que financiou aplicativo para Lula em 2018

Ministério Público pediu inelegibilidade de Miguel Correa (MG) por captação ilícita de recursos; doação de empresas a campanhas já era proibida

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 1 set 2021, 19h30 - Publicado em 1 set 2021, 19h16

O TSE começou a julgar, na última terça, um pedido do Ministério Público Eleitoral para declarar a inelegibilidade, por oito anos, do ex-deputado federal Miguel Correa da Silva Junior (PT-MG) — por abuso do poder econômico e captação ilícita de recursos nas eleições de 2018.

Candidato ao Senado, Correa teria utilizado uma empresa da qual era sócio para financiar um aplicativo de celular no valor de 257 mil reais, que faria propaganda para a sua candidatura — mas que acabou sendo destinado à campanha à presidência do PT, ‘O Brasil Feliz de Novo’, diz a promotoria.

Depois da rejeição da candidatura de Lula pela Justiça Eleitoral, à época, o vice Fernando Haddad assumiu a cabeça de chapa no pleito.

Na noite de terça, a Corte Eleitoral formou maioria em favor do pedido do MPE, mas um pedido de vista do ministro Carlos Horbach interrompeu o julgamento do caso de Côrrea — que tem também como alvo a empresária Lídia Correa Alves Martins.

Segundo a investigação do MPE-MG, o aplicativo foi instalado por mais de mil pessoas e, na manifestação contra a dupla, pediu a condenação de ambos por gasto ilícito de recursos, uma vez que as doações feitas por empresas a campanhas eleitorais foram proibidas em 2017. Além disso, o valor doado não foi declarado pelo ex-deputado na prestação de contas eleitorais.

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