Tramoias no concurso
O Senado realizou em março um concorrido concurso público para preencher 246 vagas distribuídas entre os cargos de consultor legislativo, analista legislativo e técnico legislativo. A oferta salarial, de cerca de 23 800 reais, atraiu o interesse de milhares dos chamados “concurseiros profissionais” país afora. As provas foram feitas em março e tudo teria corrido […]
Um concurso do barulho
O Senado realizou em março um concorrido concurso público para preencher 246 vagas distribuídas entre os cargos de consultor legislativo, analista legislativo e técnico legislativo. A oferta salarial, de cerca de 23 800 reais, atraiu o interesse de milhares dos chamados “concurseiros profissionais” país afora.
As provas foram feitas em março e tudo teria corrido dentro do roteiro, não fosse o fato de uma servidora do Senado, integrante da comissão organizadora do concurso, ter decidido na última hora também participar das provas.
Além de virar candidata, a servidora tinha o papel de gestora do contrato do Senado com a Fundação Getúlio Vargas, a entidade contratada para realizar a prova.
Como não poderia ser diferente, a servidora acabou expulsa da comissão e desclassificada do concurso. Ela ainda respondeu a processo disciplinar sendo penalizada com uma advertência. Contrariada, a servidora entrou com uma ação na Justiça para apagar a penalidade dos seus registros profissionais. Durante o processo, o que se descobriu? Outro servidor da comissão do concurso também tinha interesses diretos nas provas: ele não havia se candidatado, mas sua filha, sim.
No caso deste último servidor, ele também foi afastado da comissão (só depois dos trabalhos realizados pelo grupo), mas o destino da filha no concurso (se foi aprovada ou não) ainda hoje permanece como um desses mistérios da caixa-preta do Senado. A lista dos candidatos classificados, aliás, foi divulgada há quinze dias, mas o nome da filha do servidor é mantido em segredo.
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