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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Todos os alvos bolsonaristas do inquérito dos atos antidemocráticos 

Devassa ordenada pelo STF mira conjunto de 38 CPFs, CNPJs, além de contas nas redes sociais ligadas a investigados pela PGR

Por Evandro Éboli - Atualizado em 22 jun 2020, 16h11 - Publicado em 22 jun 2020, 16h05

O inquérito aberto no STF para investigar atos antidemocráticos atinge 38 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao bolsonarismo. Estão nessa lista parlamentares (10 deputados e 1 senador), empresários, advogados, blogueiros e empresas na área digital e de marketing.

A Procuradoria-Geral da República aponta o envolvimento de um a um e pediu e obteve do ministro Alexandre de Moraes a quebra do sigilo bancário de todos eles. O Radar teve acesso a todo inquérito.

O período dessa devassa envolve o período entre 19 de abril, Dia do Exército e quando ocorreu um desses atos, até 3 de maio, data da manifestação imediatamente seguinte.

“Comunique imediatamente às instituições financeiras o teor da decisão judicial de forma que os dados bancários do investigado, bem como os dados cadastrais das contas relacionadas, sejam enviados à Procuradoria Geral da República, no prazo de 30 dias”, pediu a Procuradoria.

Entre os parlamentares estão os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ), alvo de busca da Polícia Federal na semana passada.

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Na relação dos empresários, está o advogado Luís Felipe Belmonte, um dos responsáveis pela criação do Aliança Pelo Brasil.

O blogueiro Allan dos Santos, que cuida do canal Terça Livre, também está nessa relação.

Pelo menos três movimentos de apoio a Bolsonaro (Avança Brasil, Conservador e NasRuas) estão sendo investigados.

A empresa Inclutech Tecnologia da Informação também é investigada, segundo o Ministério Público, por ter sido contratada e atuado nas redes sociais para quatro deputados federais bolsonaristas. Esses parlamentares teriam usado recursos da cota parlamentar, dinheiro público, para estimular esses atos.

Todos eles negaram que a contratação da empresa foi para este fim.

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