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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Rio de Janeiro, um território sem muros entre PT e o bolsonarismo

União tem um denominador comum, o impeachment de Wilson Witzel

Por Mariana Muniz - Atualizado em 23 jun 2020, 15h44 - Publicado em 23 jun 2020, 14h42

Integrantes de campos antagônicos na crônica política brasileira, sobretudo diante do segundo turno das eleições presidenciais em 2018, quando uma coalização antipetista ajudou na vitória de Jair Bolsonaro, o PT e integrantes do bolsonarismo têm deixado as diferenças de lado no Rio de Janeiro.

O motivo dessa rara união é o impeachment de Wilson Witzel (PSC), desafeto notório do presidente da República.

O processo de impedimento do governador vem sendo tocado por André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Rio desde 2017. Integrante das antigas do PT fluminense, o deputado estadual vem recebendo efusivos elogios de expoentes do bolsonarismo pela condução do impeachment.

Na semana passada, em entrevista ao jornal “Correio da Manhã”, Flávio Bolsonaro não economizou nas palavras para falar do petista “boa praça”. ” Eu acho que em algum momento ele vai ter essa decisão de trocar de partido, mas nesse momento ele está se mostrando uma pessoa importante, e que vai ficar sem dúvida nenhuma marcado na história do Rio de Janeiro por que é o presidente da Assembleia que vai dirigir esse processo de impeachment do governador Wilson Witzel”, disse.

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Nesta segunda-feira, foi a vez do deputado federal Otoni de Paula, vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, prestar as homenagens a Ceciliano. “Independente (sic) de nossos caminhos partidário (sic) e políticos serem opostos, agradeço ao dep @andrelceciliano, PR da @alerj por está (sic) construindo um caminho de saída para o nosso Estado. Nos reunimos hoje para falarmos sobre a renovação do regime de recuperação fiscal do Estado”. 

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