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Renan diz que CPI não vai acabar sem depoimento de Marcos Tolentino

O relator comentou que 'manobras e entraves' podem atrasar o desfecho da comissão, previsto para o próximo dia 23

Por Gustavo Maia 1 set 2021, 10h57

Na chegada à CPI da Pandemia agora há pouco, o senador Renan Calheiros assumiu o compromisso de não concluir os trabalhos da comissão enquanto o advogado Marcos Tolentino não prestar seu depoimento, previsto para acontecer nesta quarta-feira.

Tolentino não compareceu porque foi internado em decorrência de supostas sequelas da Covid-19. Ele é apontado como sócio oculto oculto da empresa FIB Bank, que forneceu uma garantia irregular para a Precisa Medicamentos na compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde, além de ser ligado ao deputado federal Ricardo Barros.

“Ele é fundamental, ele foi a pessoa que, em nome de um banco que não era banco, garantiu todas as operações da Precisa [Medicamentos], fraudulentamente”, comentou Calheiros a jornalistas.

A oitiva de Tolentino foi substituída pela do motoboy Ivanildo Gonçalves, apontado como operador de pagamentos de um suposto esquema de corrupção no Ministério da Saúde.

Sozinho, Ivanildo movimentou 4,7 milhões de reais nas contas da empresa VTCLog, que está na mira da CPI por supostamente alimentar um esquema de pagamento de propina a políticos e burocratas do governo.

O relator disse que ele não vai poder ocultar informações ou mentir porque a CPI já dispõe de muitas informações para comparar.

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