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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Renan critica ‘interferência’ no Senado, após canetada de juiz do DF

"Por que tanto medo?", questionou Calheiros, pelo Twitter, ao comentar o que classificou como medida orquestrada pelo governo Bolsonaro

Por Gustavo Maia Atualizado em 26 abr 2021, 20h01 - Publicado em 26 abr 2021, 19h50

O senador Renan Calheiros reagiu há pouco, pelo Twitter, à decisão da Justiça Federal no DF de proibir que ele assuma o posto de relator da CPI da Covid-19 no Senado, classificando a canetada do juiz de primeira instância Charles Renaud Frazão de Moraes como uma “interferência indevida”. A determinação atende a um pedido da deputada bolsonarista Carla Zambelli, e Calheiros promete recorrer.

“A decisão é uma interferência indevida que subtrai a liberdade de atuação do Senado. Medida orquestradas pelo governo Jair Bolsonaro e antecipada por seu filho”, escreveu o senador.

Em 2016, sentado na cadeira que hoje é aquecida por Rodrigo Pacheco, Calheiros não foi econômico ao avaliar uma decisão do juiz federal do DF, Vallisney Oliveira, que havia ordenado buscas contra agentes da Polícia Legislativa do Senado.

“Um ‘juizeco’ de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o poder. É lamentável que isso aconteça”, bradou Calheiros.

Nesta segunda, ao ver mais um magistrado federal de primeira instância cruzar seu caminho, o senador alagoano foi mais moderado: “A CPI é investigação constitucional do Poder Legislativo e não uma atividade jurisdicional. Nada tem a ver com Justiça de primeira instância. Não há precedente na história do Brasil de medida tão esdrúxula como essa. Estamos entrando com recurso e pergunto: por que tanto medo?”.

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