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Relator, Abel Gomes se declara suspeito e deixa Furna da Onça no TRF-2

A decisão do magistrado não invalida os atos por ele assinados durante o caso; ação derivada da Lava-Jato

Por Robson Bonin, Mariana Muniz - Atualizado em 7 out 2020, 16h55 - Publicado em 7 out 2020, 16h50

Em decisão assinada no último 5 de outubro, o desembargador Abel Gomes, relator da Operação Furna da Onça no TRF-2, se declara suspeito para continuar despachando na ação penal que tramita na Primeira Seção Especializada do tribunal.

Com isso, ele deixa de julgar os casos relacionados à operação, incluindo a ação em que são réus os deputados estaduais do Rio Andre Correa, Chiquinho da Mangueira, Luiz Antônio Martins, Marcus Vinícius Vasconcelos e Marcos Abrahão.

“Ante o exposto, afirmo minha suspeição por motivo de foro íntimo superveniente”, diz Abel Gomes na decisão de sete páginas.

A decisão do magistrado de deixar a operação não invalida os atos por ele assinados durante o caso.

A Furna da Onça foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de novembro de 2018. Foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão expedidos pelo TRF-2.

A operação é um desdobramento da Lava-Jato no Rio e apura o pagamento de um mensalinho para deputados estaduais durante o governo de Sergio Cabral.

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