Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Para novo ministro, problema da educação é gestão, e não dinheiro

Carlos Alberto Decotelli diz que prefeitos não sabem aproveitar recursos do governo federal

Por Evandro Éboli Atualizado em 25 jun 2020, 20h15 - Publicado em 25 jun 2020, 17h45

O novo ministro da Educação, o professor Carlos Alberto Decotelli, não acha que o problema da educação brasileira seja de dinheiro. Para ele, a questão é de gestão, uma especialidade em seu currículo e tema que tem reforçado nessas primeiras falas após seu anúncio de seu nome.

Ex-presidente do FNDE no início do governo Bolsonaro, Decotelli tem seu cenário e avaliação da educação no país.

“A educação brasileira não é um desafio de falta de recursos, mas é de falta de gestão tanto no aspecto daqueles que são os estrategistas, que desenham as políticas nacionais, como também no aspecto do usuário final”, disse Carlos Decotelli durante uma audiência pública no Congresso no ano passado. 

E disse que os prefeitos não sabem aproveitar os recursos destinados a eles pelo governo federal.

“Hoje, quanto ao usuário final do FNDE, existem recursos chamados de recursos empossados na conta de prefeituras, recursos que o FNDE repassa através do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). Há programas de repasse diversos do FNDE que os Prefeitos não sabem utilizar”, contou. 

Decotelli disse que os prefeitos não pedem recursos para o FNDE e que é preciso um “esforço didático-pedagógico” de conversar com deputados, senadores e prefeitos e apresentar os programas do fundo.

“Muitas dúvidas são fáceis de serem esclarecidas”, disse.

Continua após a publicidade
Publicidade