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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Novo não tem ‘protagonismo’ sem candidato, diz Amoedo

Fundador do partido diz que desistência de pré-candidatura foi motivada pela falta de posicionamento de parte da sigla contra o governo Bolsonaro

Por Laísa Dall'Agnol 1 jul 2021, 18h58

Em entrevista ao MBL nesta quinta, o fundador do partido Novo, João Amoêdo, afirmou que a legenda não terá “protagonismo” se não lançar um nome à presidência em 2022.

O próprio Amoêdo foi convidado para a pré-disputa da sigla, mas anunciou a sua desistência no último mês.

A decisão, segundo ele, foi motivada por uma já especulada ‘divisão’ interna do partido, sobretudo no que diz respeito ao não posicionamento de parte dos membros contra o governo Bolsonaro.

“Não dá para ir para uma briga com Lula e Bolsonaro sem ter a casa arrumada. E não ficou claro se nós do Novo seríamos uma oposição ao Bolsonaro e ao PT da mesma forma, ou se ao Bolsonaro ‘nem tanto.’ Nesse momento, dei pra trás, achei melhor não continuar”, declarou Amoêdo.

Ao dizer que, ao não ter pré-candidato para disputar a presidência, o Novo perde o protagonismo que ‘deveria ter’, Amoêdo apontou que, mesmo outros nomes do partido não seriam alternativas viáveis.

“Hoje o Tiago Mitraud [deputado federal] precisaria de no mínimo 21 assinaturas para participar do processo, processo que já deveria ter sido encerrado, uma vez que me convidaram. Já o Romeu Zema [governador de MG] definiu que quer concorrer à reeleição e, além disso, ele não necessariamente é uma oposição ao Bolsonaro”, pontuou.

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