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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Na primeira semana de campanha, Boulos é o que mais cresce nas redes

Maioria dos postulantes à prefeitura de SP patina nas redes na primeira semana da corrida eleitoral

Por Manoel Schlindwein - Atualizado em 5 out 2020, 09h24 - Publicado em 5 out 2020, 06h02

Um balanço da primeira semana de campanha eleitoral mostra que os candidatos terão que trabalhar mais para atrair a atenção dos eleitores na maior capital do país. Numa comparação entre os principais candidatos à prefeitura de São Paulo entre segunda-feira e domingo, vê-se uma tímida variação no número de seguidores online. O diagnóstico, talvez o mais simples diante de tantas ferramentas e métricas disponíveis hoje em dia, vai direto ao ponto: falta interesse no pleito municipal.

No Instagram, a rede mais popular atualmente, o prefeito da capital Bruno Covas (PSDB) não chegou a ganhar 500 novos seguidores – e olha que a semana foi marcada pelo primeiro debate na TV. Quem mais cresceu na rede de compartilhamento de fotos foi Guilherme Boulos (PSOL), com 16.000 novas adesões ao seu público de mais de um milhão de seguidores.

A rede onde os debates políticos costumam pegar fogo, o Twitter, registrou uma tímida elevação, medida na casa das dezenas de usuários. Foi o caso de Joice Hasselmann (PSL) que, mesmo após lançar um vídeo estrelado pela Miss Piggy dos Muppets, não chegou a ganhar 100 novos seguidores. Boulos é o mais popular por ali: sua base de seguidores é 87 vezes maior do que a do candidato do PT, Jilmar Tatto.

Joice se destaca no Facebook, com mais de dois milhões de seguidores. Atrás dela figuram Celso Russomano (Republicanos) e Boulos, com pouco mais de 900.000 cada. Tanto Joice como Covas perderam algumas centenas de seguidores ao longo da semana.

Os números, ainda que restritos a um curto intervalo de tempo, mostram que nem tudo são lives e hashtags na batalha pelo voto. Dentre as bases de apoio dos principais candidatos, nenhuma surpresa ou oscilação digna de nota. Prova de que, mesmo em tempos de isolamento social imposto pela Covid-19, o pastel de feira ainda tem sua serventia.

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