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Morte no campo

Foram assassinados esta manhã o camponês e líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo, em um projeto de assentamento agroextrativista em Nova Ipixuna, no sudeste paraense. Desde ano passado, o casal vinha denunciando o desmatamento realizado por madeireiros e carvoreiros da região. Os ex-ministros do Meio Ambiente que […]

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 Maio 2011, 13h37 • Atualizado em 5 jun 2024, 12h09
  • Foram assassinados esta manhã o camponês e líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo, em um projeto de assentamento agroextrativista em Nova Ipixuna, no sudeste paraense. Desde ano passado, o casal vinha denunciando o desmatamento realizado por madeireiros e carvoreiros da região. Os ex-ministros do Meio Ambiente que reuniram-se há pouco com Dilma Rousseff para tratar da votação do Código Florestal relataram a ela a morte do líder camponês.

    Surpresa, Dilma, determinou a Gilberto Carvalho que dê apoio às investigações sobre a morte do casal. Em novembro, José Cláudio foi uma das estrelas do TEDX Amazônia, um fórum internacional que discutiu como tema a qualidade de vida no planeta. Bill Gates, Al Gore e Michelle Obama já foram conferencistas do TED, que ocorre desde 1984. O líder, morto hoje, foi premonitório sobre as ameaças contra ele (veja vídeo):

    – Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito. Por isso, eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora. Porque eu vou para cima, eu denuncio os madeireiros, os carvoeiros e, por isso, eles acham que eu não posso existir. A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a irmão Dorothy, querem fazer comigo. Eu posso estar hoje aqui conversando com vocês, daqui a um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci.

    (Atualização às 16h27: Dilma determinou que José Eduardo Cardozo acione a PF para investigar a morte do casal)

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