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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Mensagens de WhatsApp implodem versão de Bolsonaro na guerra com Moro

Conversa travada no dia 22 de abril, juntada no inquérito do STF, mostra que presidente não fala a verdade quando diz que não quis demitir o diretor da PF

Por Robson Bonin - Atualizado em 23 May 2020, 20h56 - Publicado em 23 May 2020, 20h03

O Radar confirmou há pouco, com fontes relacionadas à investigação sobre a interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal que são verdadeiras as mensagens atribuídas a ele e ao ex-ministro no WhatsApp, trocadas no dia 22 de abril, data da famosa reunião ministerial, em que o presidente afirmou que iria interferir na PF “e ponto final”.

Em quatro mensagens a Moro, como revelou a repórter Jussara Soares, há pouco, Bolsonaro comunicou ao ministro da Justiça que a troca de comando na PF estava decidida. “Moro, o Valeixo sai esta semana. Isto está decidido”, escreveu Bolsonaro. “Você pode dizer apenas a forma. A pedido ou ex ofício”, complementou.

As mensagens, enviadas no começo daquele dia, por volta de 6h30 da manhã, mostram que a decisão do presidente de mudar o comando da PF já tinha sido tomada horas antes da reunião ministerial marcada para 10 horas no Planalto. O que evidencia o desejo de Bolsonaro de não apenas mudar o diretor da corporação, mas enquadrar Moro, com seu sermão sobre “interferir em todos os ministérios”, “trocar ministro”…

Foi a determinação de Bolsonaro em interferir nos rumos da PF que levou Moro a pedir demissão do governo e escancarar os planos pessoais do presidente para a corporação.

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