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Mandetta leva nome de Carlos Bolsonaro à CPI da Pandemia

Segundo o ex-ministro da Saúde, o filho do presidente participava de reuniões no Planalto e tomava notas

Por Gustavo Maia 4 Maio 2021, 13h03

Em uma das últimas respostas ao relator da CPI da Pandemia no Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta falava sobre o “assessoramento paralelo” ao presidente Jair Bolsonaro sobre o enfrentamento à Covid-19 quando mencionou “o filho do presidente que é vereador no Rio de Janeiro”. Falou, sem citá-lo nominalmente, de Carlos Bolsonaro.

Calheiros citou uma declaração de Mandetta em entrevista no ano passado sobre o fato de Bolsonaro se aconselhar “muito pouco com os ministros” e ter um “aconselhamento paralelo”. “E quando você tem pessoas que te aconselham falando o que você quer ouvir, dizendo que você está certo e que isso vai acabar, não escuta a ciência”, declarou o ex-ministro ao El País Brasil, em agosto do ano passado. O relator então perguntou a quem o depoente se referia.

“Eu, por exemplo, testemunhei várias vezes reunião de ministros onde o filho do presidente que é vereador no Rio de Janeiro estava sentado atrás tomando as notas da reunião. Eles tinham constantemente reuniões com esses grupos dentro da Presidência”, respondeu Mandetta.

Líder da oposição ao governo Bolsonaro no Senado e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues foi o próximo a questionar o ex-ministro e perguntou diretamente qual era o filho de Bolsonaro que estava na reunião e qual o seu papel na ocasião. Resta saber se a menção à participação do filho 02 poderá render futuramente sua ida à CPI.

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