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Lava-Jato usou informações obtidas em grampo ilegal, diz doleiro

Segundo Alberto Youssef, ele foi questionado por delegados sobre temas compartilhados dentro da cela

Por Robson Bonin - 15 jul 2019, 11h15

No depoimento que prestou à corregedoria da Polícia Federal, sobre o grampo clandestino instalado na cela 5 da carceragem da Lava-Jato em Curitiba (revelado por VEJA em 2014), o doleiro Alberto Youssef confirma que integrantes da operação, como os delegados Márcio Anselmo e Erika Marena, abordavam em depoimento assuntos que os presos haviam discutido apenas dentro da cela monitorada.

“Se recorda se os assuntos que o declarante e outros presos da operação Lava-Jato conversavam na cela era (sic) questionado posteriormente pelos delegados Marcio Anselmo, Erika Marena ou outro delegado que os interrogava? “, questionaram os investigadores.

“Com certeza”, disse Youssef.

O doleiro também confirma que abordou assuntos sigilosos de sua estratégia de defesa na cela grampeada, o que teria violado seu direito constitucional. Youssef diz aos investigadores que não questionou as possíveis violações porque acabou fechando acordo de delação com a Lava-Jato logo depois.

Na quinta-feira da semana passada, o Radar revelou o conteúdo explosivo do depoimento de Youssef — leia mais em Escuta clandestina na cela.

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