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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Insatisfeito, Bolsonaro tira poder de Alcolumbre sobre emendas no Planalto

O movimento do Planalto surge no momento em que Bolsonaro prepara-se para enviar a indicação de André Mendonça ao Senado

Por Robson Bonin Atualizado em 7 jul 2021, 15h05 - Publicado em 7 jul 2021, 14h25

Como o Radar vem mostrando nos últimos dias, o Planalto culpa Davi Alcolumbre pelo avanço da CPI da Pandemia contra Jair Bolsonaro e o governo.

Influente no Senado a ponto de ter eleito seu escolhido, Rodrigo Pacheco, para comandar a Casa, Alcolumbre, na visão do palácio, lavou as mãos em relação à CPI e isolou-se no Norte para cuidar de sua reeleição, sem se comportar com um aliado fiel ao presidente.

Quem conhece Bolsonaro sabe que ele cobra fidelidade canina dos seus aliados. Ou você está com ele, ou está contra ele. Como Alcolumbre se distanciou da linha de frente governista no Senado, o Planalto decidiu enviar uma dura mensagem ao senador do Amapá. Ele perderá um dos instrumentos que lhe fizeram tão poderoso no Parlamento.

A partir de agora, Alcolumbre deixará de ser o despachante de emendas do governo perante o Senado. O poder sobre a liberação de verbas estimadas em bilhões de reais será assumido pelo Planalto, que passará a negociar diretamente com os senadores.

O movimento do Planalto surge no momento em que Bolsonaro prepara-se para enviar a indicação de André Mendonça ao Senado. Para ser aprovado ao STF, o escolhido do presidente passará por sabatina na CCJ do Senado, comissão comandada por Alcolumbre. Se não for apenas ameaça, o movimento do governo deixará o clima na comissão ainda mais imprevisível.

 

 

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