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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

General que preside Correios evita privatização em mensagem a servidores

Floriano Peixoto, ex-secretário-geral da Presidência, anunciou campanha interna para tratar de ética e desvios de conduta, o que desagradou a servidores

Por Evandro Éboli - Atualizado em 23 Jul 2019, 18h07 - Publicado em 23 Jul 2019, 15h52

Há um mês como presidente dos Correios, o general Floriano Peixoto não tem dado muitos sinais do que pretende. Mas, nesta semana, enviou mensagem de áudio para os servidores na qual anuncia a campanha “Viver os valores”.

Em quase três minutos, o general evitou falar em privatização da empresa, tema que gerou a demissão de seu antecessor no cargo.

Mas o conteúdo, de qualquer maneira, não agradou aos servidores por ter falado em necessidade de agir com ética e correção de desvios de condutas. Ele anunciou uma campanha para explicar o modelo de “prevenção, detecção e correção de desvios de condutas” na empresa.

“Integridade é algo importante, mas só deveria ser prioridade numa empresa com graves problemas de ordem ética, como ocorreu com a Petrobras, por exemplo. Nos Correios, isso seria apenas uma linha de ação secundária, já que o mais importante seria desenvolver a empresa, o que parece não fazer sentido para um governo que só pensa em desmontar as estruturas públicas” – disse Marcos César Silva, vice-presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), que reúne cerca de 8 mil funcionários.

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