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Em artigo no Post, Lula ataca a imprensa para… defender a imprensa

Ex-presidente defende Glenn Greenwald, mas culpa a imprensa brasileira pela eleição de Bolsonaro

Por Mariana Muniz - Atualizado em 23 jan 2020, 13h30 - Publicado em 23 jan 2020, 12h30

Em artigo publicado nesta quinta no jornal americano The Washington Post, o ex-presidente Lula chama o jornalista Glenn Greenwald, denunciado nesta semana pelo MPF, de “última vítima do processo de enfraquecimento da democracia brasileira”.

No texto, o ex-presidente detona a imprensa para supostamente defender o jornalista.

Lula compara a situação de Glenn a uma hipotética denúncia contra os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do próprio Washington Post, que nos anos 1970 revelaram o escândalo Watergate que derrubou Richard Nixon.

Mas, ao descrever o caminho que levou até a denúncia de Glenn e a importância das revelações da Vaza-Jato, Lula diz que a imprensa brasileira, “com poucas exceções”, colabora para criminalizar as fontes e o próprio jornalista. E que, em última instância, o comportamento “farsesco” da imprensa foi responsável por eleger o atual presidente, Jair Bolsonaro.

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“Esse comportamento ridículo da mídia mudou os rumos da história e contribuiu para a eleição de Bolsonaro, um líder de direita que, com a denúncia contra Glenn, conseguiu tirar o foco do último escândalo de seu governo, o secretário de Cultura que promovia o nazismo”, afirma Lula.
Beleza.

Fica combinado que não foi nos governos de Lula que petistas e empreiteiros corruptos saquearam bilhões da Petrobras e de ministérios, produzindo escândalos em série. Não foram a roubalheira e o aparelhamento estatal que fizeram o país passar a considerar outras vias na política, a ponto de eleger Bolsonaro. Foi a imprensa!

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