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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia e Mariana Muniz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como os partidos de esquerda planejam abandonar o PT em 2022

Articulação de uma frente progressista que isole o petismo é a vingança encontrada por siglas de esquerda após traições do partido de Lula

Por Robson Bonin Atualizado em 7 jan 2021, 16h18 - Publicado em 8 jan 2021, 10h29

Caciques de partidos de esquerda passaram os últimos dias do ano avaliando como costurar uma frente ampla de forças progressistas de modo a colocar de pé um projeto competitivo para as eleições de 2022.

Articulado entre PDT, PSB e PCdoB, o movimento tenta atrair o PSOL. O PT? Para os caciques envolvidos na conversa, é hora de abandonar o petismo. As eleições de 2020 uniram as forças de esquerda contra o projeto hegemônico petista, que nada constrói e a ninguém é capaz de apoiar.

O precário apoio à candidatura de Ricardo Coutinho (PSB) na Paraíba, somado ao conflito no Recife com o PSB de João Campos e a negativa de apoio ao PSOL em São Paulo são três exemplos que justificam a decisão dos partidos de abandonar o petismo.

As conversas ainda irão avançar, mas algo de novo está no ar na esquerda. Muita gente que antes não conversava começou a tomar café. A possível mudança de Flávio Dino do PCdoB para o PSB, revelada por caciques socialistas ao Radar, pode ser o início do jogo, que também inclui Ciro Gomes (PDT).

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