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Como o debate nos EUA mexeu com a militância nas redes aqui no Brasil

Avaliação mostra detalhes do engajamento no Twitter durante debate presencial norte-americano

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 25 out 2020, 13h55 - Publicado em 25 out 2020, 12h59

Analistas do debate presidencial norte-americano da última quinta-feira foram rápidos em dizer que o confronto foi bem mais civilizado do que o anterior e que a grande vencedora na verdade foi a âncora Kristen Welker. Mas uma pesquisa mais detida no comportamento dos brasileiros nas redes sociais revela novas informações sobre este que foi o último duelo antes da eleição de 3 de novembro.

Uma análise do perfil dos usuários, que reúne termos em comum das biografias do Twitter, mostra que brasileiros com viés conservador e de direita foram os que mais engajaram com o debate na rede social. Termos como Brasil (2.952), Deus (2.451), Conservador (2.358), Direita (2.202), Bolsonaro (1.660), Cristão (1.505) e Patriota (1.490) foram os mais presentes nas postagens.

A divisão por sentimento dentro do Twitter sugere que os brasileiros usaram a rede mais para criticar falas dos candidatos do que para apoiar um dos lados. Somando os tuítes de todo o período, 81,9% foram negativos. Do restante, 15,2% foram neutros e apenas 3% positivos – a classificação é feita com uma ferramenta de inteligência artificial que classifica os textos em categorias de sentimentos a partir da escolha de palavras.

Dentre os dois participantes do debate, o presidente Donald Trump gerou mais repercussão que o candidato democrata Joe Biden, com 17.958 menções contra 15.150, respectivamente. Já uma análise com os termos mais citados nas publicações mostra que, além dos nomes de candidatos, China, Rússia e Brasil foram palavras usadas por centenas de usuários brasileiros.

O levantamento foi feito com a plataforma de monitoramento de redes sociais Buzzmonitor e reuniu os 124.252 tuítes sobre o debate feitos em português entre o início da noite de quinta-feira e o final da tarde de sexta.

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