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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Com medo de hackers, Moro apagou conversas com Bolsonaro

Ex-ministro não revelou provas flagrantes da interferência supostamente criminosa do presidente na Polícia Federal

Por Robson Bonin Atualizado em 5 Maio 2020, 17h39 - Publicado em 5 Maio 2020, 17h38

Jair Bolsonaro pode ter tentado trocar o comando da Polícia Federal e o superintendente da corporação no Rio de Janeiro para blindar aliados e seu clã político. As investigações ainda irão avançar nesse caminho. Mas o fato incontornável é que Sergio Moro não apresentou provas das segundas intenções do presidente.

Ele deixou o governo acusando Bolsonaro de querer a todo custo trocar o chefe da PF e alguns superintendentes. É a primeira parte da acusação de interferência política. A segunda parte não veio. Moro limitou-se a um “pergunte ao presidente”, quando questionado sobre o lado criminoso da história.

Nem mesmo a história espalhada por apoiadores do ministro de que ele teria um arsenal contra o presidente se confirmou. Com medo dos hackers, Moro disse aos delegados que costumava apagar suas conversas do WhatsApp com Bolsonaro e outras autoridades periodicamente.

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