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CGU diz que Funasa contratou funcionários sem capacidade comprovada

No primeiro ano de Bolsonaro na presidência, órgão descumpriu regras criadas pelo próprio governo que ampliavam exigências para cargos federais

Por Lucas Vettorazzo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 nov 2021, 07h30 • Atualizado em 22 nov 2021, 15h13
  • A Funasa, fundação ligada ao Ministério da Saúde, descumpriu decreto editado em 2019 pelo então recém-empossado governo de Jair Bolsonaro que definiu critérios mais rígidos para a contratação de pessoas em cargos em comissão ou funções comissionadas na administração direta federal, em suas autarquias e fundações. É o que diz um relatório divulgado na última sexta-feira pela CGU.

    Pelos critérios do decreto 9.727/2019, pessoas contratadas pelo governo precisam ter idoneidade moral e reputação ilibada, perfil profissional ou formação acadêmica compatível com cargo a ser exercido e estar quite com a Lei da Ficha Limpa.

    Segundo documento da controladoria, ao longo de 2019, a Funasa, que é alvo constante da cobiça dos políticos por seu orçamento de quase 3 bilhões de reais, contratou para postos de confiança funcionários “para os quais não foram encontradas evidências de atendimento dos critérios de formação acadêmica ou experiência profissional compatíveis com os cargos”.

     

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