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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Assessor de Bolsonaro aciona a polícia contra suposto golpe com celular

O Radar revelou que a CPI da Pandemia recebeu sigilo telefônico de Tercio Arnaud Tomaz, que teria se desfeito de sete números em outubro do ano passado

Por Gustavo Maia Atualizado em 20 jul 2021, 15h35 - Publicado em 20 jul 2021, 15h31

Assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Tercio Arnaud Tomaz foi na tarde desta terça-feira a uma delegacia da Polícia Civil em Brasília para registrar a ocorrência de possível tentativa de estelionato contra ele por meio de fraude.

O motivo foi a notícia, revelada pelo Radar revelou na edição que está nas bancas, de que a CPI da Pandemia recebeu dados do seu sigilo telefônico de indicando que ele se desfez de sete números de celular registrados em seu nome em outubro do ano passado.

Nesta segunda, o auxiliar de Bolsonaro procurou a coluna para declarar que as informações enviadas pela Vivo foram fraudadas.

O dado que chamou a atenção dos senadores chegou à CPI na segunda da semana passada. em resposta a um requerimento sobre o sigilo telefônico de Tércio entre 1º de abril de 2020 e 29 de junho de 2021.

No documento confidencial, obtido pelo Radar, a Telefônica Brasil S.A — detentora da marca da Vivo — identificou oito números no CPF indicado, todos registrados em um endereço de Campina Grande (PB), citada natal do assessor. Todos eles foram habilitados em 2019, quando Bolsonaro já era presidente.

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Apontado como o cabeça do “gabinete do ódio” do Palácio do Planalto, Tercio informou ao Radar que tem um apartamento financiado no endereço em que os números foram registrados, mas que nunca morou no local. E que saiu de Campina Grande desde 2017, quando se mudou para o Rio de Janeiro para trabalhar no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro.

Sete desses números foram desativados dentro de um período de dez dias — entre 13 e 23 de outubro do ano passado.

Todos os chips eram pré-pagos e foram registrados com o DDD 66, que não é da Paraíba, e sim do Mato Grosso. O assessor disse o Radar que nunca esteve no Estado.

À Polícia, ele afirmou que tomou conhecimento de que um número da Vivo fora habilitado em seu nome, com seus dados, mas que nunca foi cliente da operadora. “E que, muito provavelmente, alguém, de posse de seus dados, habilitou a linha telefônica em seu nome e sem sua autorização”, relata o boletim de ocorrência.

Tercio também disse que “tem a impressão de que terceiros podem estar querendo prejudicá-lo, haja vista que o período de habilitação dos citados números coincidem com a época dos fatos que foram investigados na “CPI das Fake News”.

O assessor especial foi investigado no inquérito das fake news no STF e apontado como um dos gerenciadores da rede de perfis construída para disseminar ataques no Facebook.

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