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Após atrito, senadores começam a receber relatório de Calheiros

Texto proposto pelo relator propõe o indiciamento de 70 pessoas e cita Bolsonaro por 11 crimes

Por Robson Bonin 18 out 2021, 23h41

Foi um início de semana movimentado na CPI da Pandemia, com os senadores de oposição ao governo brindando o Palácio do Planalto com uma crise em torno do vazamento de uma versão do relatório de Renan Calheiros.

Ao longo do dia, muito se falou sobre a divisão no núcleo de senadores que pavimentou a ampla investigação promovida pela CPI. Os senadores conseguiram resultados históricos para a comissão, ao mostrar ao país as falhas, irregularidades e crimes cometidos por integrantes do governo durante a pandemia.

A possibilidade de macular o trabalho por vaidades de última hora parece ter produzido algum entendimento entre os parlamentares. Na noite desta segunda, depois de muito falatório, alguns senadores começaram a receber o relatório de Calheiros.

É um caminho para começar a superar o atrito e tentar resgatar a unidade do bloco que será fiador do texto. Se Calheiros vencer as discordâncias, a CPI terminará propondo o indiciamento de 70 pessoas.

Só o presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, será citado por 11 crimes: “Homicídio qualificado; epidemia; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; genocídio de indígenas; crime contra a humanidade; crime de responsabilidade por violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro da função de presidente”.

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