Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Mês dos Pais: Revista em casa por 7,50/semana
Imagem Blog

Radar

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Marcelo Ribeiro, Nicholas Shores e Pedro Pupulim. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Aliados tentam impedir que Bolsonaro mate agenda propositiva do governo

Radicalização do discurso do presidente nos atos de terça reforçou em seus aliados no Congresso a avaliação de que a pauta de governo acabou

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 8 set 2021, 06h30 - Publicado em 8 set 2021, 06h02

Jair Bolsonaro sequestrou a agenda política do país há semanas, quando iniciou sua cruzada contra o sistema eleitoral e os ministros do STF Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Levou dias, mas no dia 9 do mês passado a Câmara gastou o valioso tempo dos parlamentares para debater e sepultar o voto impresso.

Bolsonaro então tratou de mudar de discurso — iludindo Arthur Lira com promessas de moderação —, mas não de rota. Continuou minando o ambiente político e a relação entre os poderes ao estimular os atos antidemocráticos do 7 de setembro. A lista de alvos também cresceu. Além de Barroso e Moraes, entraram na mira Luiz Fux e o Congresso.

O presidente da República, em campanha à reeleição, há tempos não demonstra o interesse de exercer o ofício de governar o país. Não há, na agenda dele, movimentos para resolver questões urgentes da população como a escalada de preços no mercado, a gasolina a 7 reais, o gás de cozinha a 120 reais, o desemprego, a renda precária e o risco de apagão.

O presidente ignora apelos de aliados, como Lira, que clamam por tranquilidade política para discutir temas mais delicados, como o avanço de reformas no funcionalismo e no sistema tributário. Com a radicalização do discurso presidencial, elevada nesta terça, até aliados reconhecem que o presidente sacrificou a agenda propositiva e reformista do governo.

Com tantos problemas para resolver, Bolsonaro investe no caos para tentar fidelizar uma fatia do eleitorado, ainda que isso custe a própria agenda de ministros como Paulo Guedes e Tarcísio de Freitas. Afinal, que investidor virá deixar seu dinheiro num país governado por um presidente que fala dia sim e outro também que dará um golpe, ou que ataca frontalmente a Suprema Corte do país, ameaçando desrespeitar suas decisões?

O trabalho da turma que ainda pensa no Planalto, segundo um líder ouvido pelo Radar, será manter o foco em projetos e matérias de interesse do país. “Apesar do papel do presidente”, diz. “O governo não pode parar sua pauta legislativa ou sua agenda de investimentos privados. Há uma grande rodada de leilões, o mundo olha para o Brasil na questão ambiental. Precisamos ter responsabilidade”, diz.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 16,90/mês
Apenas 9,90/mês*
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
De: R$ 55,90/mês
A partir de 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.