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Agenda invisível

Assim como suas relações com os irmãos Vieira até a Operação Porto Seguro, a agenda de José Weber Holanda era uma caixa preta. Durante os dois anos e meio como braço-direito de Luís Inácio Adams, ele só autorizou a publicação de seus compromissos ao longo de um mês, entre 23 de maio e 25 de […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 07h17 - Publicado em 4 dez 2012, 06h02

Weber e Adams: uma reunião em um mês

Assim como suas relações com os irmãos Vieira até a Operação Porto Seguro, a agenda de José Weber Holanda era uma caixa preta. Durante os dois anos e meio como braço-direito de Luís Inácio Adams, ele só autorizou a publicação de seus compromissos ao longo de um mês, entre 23 de maio e 25 de junho deste ano.

Até aí, nada ilegal. Os ocupantes de cargos adjuntos não são obrigados a revelar suas reuniões, por mais questionável que isso seja.

Mas as poucas informações públicas no tal mês em que Weber parece ter sofrido uma síndrome de transparência são uma mostra do seu perfil como servidor.

Naquele mês de junho, Weber dedicou-se quase exclusivamente a despachos internos. Dos 23 pedidos de audiência feitos por Paulo Vieira, detectados pela PF na Porto Seguro, nenhum teria sido concedido naquele mês.

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Obviamente, se o que está no site for verdadeiro. A lógica indica que ali está só parte da agenda real.

Weber compareceu apenas a uma solenidade de posse de novos procuradores, reuniu-se com Adams, participou de um encontro da máquina burocrática do governo para tratar da situação de uma comunidade quilombola e recebeu o secretário-executivo ajunto do Ministério do Planejamento, Valter Corrêa – não há nada contra Corrêa na investigação da Porto Seguro.

Fora isso, despachos internos.

Embora também não fossem obrigadas, outras duas adjuntas da AGU faziam questão de enviar seus compromissos ao setor responsável pela publicação de agendas, religiosamente.

Agora pelo menos se sabe porque Weber não fazia o mesmo.

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