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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A morte de Celso Daniel e o choro de Gilberto Carvalho

Em 2013, Romeu Tuma Junior revelou erros de investigação, morte de testemunhas e conversas com petistas sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André

Por Robson Bonin 30 out 2019, 07h10

Romeu Tuma Junior, no livro Assassinato de Reputações, um crime de Estado, que publicou com o jornalista Cláudio Tognolli em 2013, já revelava detalhes intrigantes de erros de investigação e de queima de arquivo de testemunhas da morte de Celso Daniel.

Publicado por VEJA, em 2013, um trecho do livro oferece bastidores de uma conversa de Tuma Junior com Gilberto Carvalho, ex-secretário da prefeitura de Santo André, que também estava na lista de alvos da chantagem de Ronan Maria Pinto, como revela VEJA na matéria de capa assinada por Hugo Marques nesta semana.

“Ministro, vou dizer ao senhor o que aconteceu no caso Celso Daniel até onde pude apurar. A priori, seus amigos de Santo André não queriam matá-lo, mas assumiram claramente esse risco. Planejaram e mandaram executar o sequestro de Celso Daniel para lhe dar um susto. Sentiram-se ameaçados pela voracidade do partido.’ O todo-poderoso Gilberto Carvalho começa a chorar junto comigo, sua voz trôpega atropela minha fala e as próprias sílabas: ‘Eu te entendo. Veja, Tuma, quanto fui injustiçado no caso Celso Daniel. Não aceito essa injustiça até hoje. Imagina você que eu era o braço-direito do Celso, seu homem de confiança. Quando saiu aquela história de que havia desvios na prefeitura, eu, na maior boa-fé, procurei a família dele para levar um conforto. Fui dizer a eles que o Celso nunca desviou um centavo para o bolso dele, e que todo o recurso que arrecadávamos eu levava para o Zé Dirceu, pois era para ajudar o partido nas eleições’”, escreve Tuma Junior no livro.

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