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A diferença entre a postura do chefe do Exército e o discurso de Bolsonaro

Neste sábado, Bolsonaro desmoralizou novamente o discurso do ministro da Saúde ao provocar aglomeração em áreas carentes do DF

Por Robson Bonin 24 abr 2021, 12h17

Enquanto Jair Bolsonaro prega o uso do Exército para evitar medidas de restrição na pandemia, o comandante da força, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, segue na direção oposta.

Em reunião no dia 7 de abril, quando se despediu da equipe que chefiava no Departamento-Geral de Pessoal, o comandante discursou em defesa das medidas sanitárias como instrumento para conter a pandemia.

No texto divulgado pela caserna, fica claro que Paulo Sérgio “alertou todos para que continuem tomando as medidas de prevenção, proteção, higienização com álcool e uso de máscara, bem como todas as demais medidas de precaução necessárias, no cumprimento das tarefas diárias e nos lares, com os familiares e entes queridos”.

“Darei continuidade a todos os projetos da Força, com a manutenção do Preparo, Emprego, Instrução e a Operação Covid-19. Temos um compromisso, uma tropa unida, coesa em todos os níveis”, disse Paulo Sérgio.

Neste sábado, Bolsonaro desmoralizou novamente o discurso do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao provocar aglomeração justamente em regiões onde a assistência de saúde é mais precária no Distrito Federal. O presidente percorreu sem máscara uma área de Ceilândia, cidade carente nas proximidades de Brasília.

Difícil que um comandante do Exército, que defenda uso de máscaras e “tarefas diárias” de precaução contra o vírus coloque sua tropa a serviço da loucura presidencial.

 

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