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Olhares Olímpicos Por Rio 2016 O blog da redação de VEJA na Olimpíada

A cocheira de Deodoro tem uma autoridade-máxima

Eduardo Pacheco é o veterinário da equipe do hipismo brasileiro, que cuida dos cavalos acostumados ao tratamento 5 estrelas

Por Cecília Ritto Atualizado em 30 jul 2020, 22h09 - Publicado em 6 ago 2016, 10h20

Na sexta-feira, 29, o veterinário, Eduardo Pacheco, 33 anos, internou-se no complexo olímpico de Deodoro, na Zona Oeste do Rio, e de lá só vai emergir no dia 10. Sob seus cuidados estão os atletas verdadeiramente importantes do hipismo, os cavalos. Pacheco não compete, nem assiste às provas — só tem que entregar os animais em sua melhor forma a cada disputa. Ele acorda às 5h para alimentar os cavalos com rações importadas e suplementos que variam conforme a necessidade de acalmar ou estimular. Tudo rigorosamente aprovado, porque equinos também fazem exame antidoping. Requisitado o dia todo pelas equipes, vai dormir cedo, depois de um trote rápido com cada um.

Como os cavaleiros, os cavalos podem sentir o efeito do stress antes da competição. Perda de apetite é sintoma preocupante; alguns precisam de medicamento para evitar gastrite nervosa a partir deste sábado, quando começa a disputa do hipismo. Ao fim das provas que exigem muito do cavalo, como o cross-country, também conhecido por triatlo equestre, que será realizado na segunda-feira, o veterinário resfria o corpo do animal com água gelada, para baixar a temperatura e acelerar a recuperação. “O cavalo é muito sensível e se expressa muito bem. Só de olhar, sei se está bem ou se alguma coisa o incomoda”, diz Pacheco.

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