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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Valeu cada tostão pago a Ratinho

Bom negócio

Por Ricardo Noblat - Atualizado em 5 jun 2019, 14h57 - Publicado em 5 jun 2019, 08h00

De volta a Brasília no início da madrugada de hoje, o presidente Jair Bolsonaro, seu filho Flávio e o general Floriano Peixoto, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, concluíram que valeu a pena o preço pago a Ratinho, apresentador de programa no SBT, para que ele fizesse propaganda da reforma da Previdência.

Ratinho embolsou R$ 268.500 para falar bem da reforma no seu programa e para entrevistar Bolsonaro como fez ontem à noite. O quadro chamado “Dois dedos de prosa com Ratinho” durou pouco mais de uma hora. Foi uma entrevista chapa branca, como era o seu objetivo. Ratinho levantava a bola para que Bolsonaro cortasse.

Quando achava que Bolsonaro respondia de maneira confusa ao que lhe fora perguntado, Ratinho saia em socorro dele. Aconselhou-o a sorrir mais quando aparecesse na televisão. A certa altura, olhando para a câmera, falou diretamente ao seu público e disse: “Vocês acham que se a reforma da Previdência fosse ruim eu a defenderia?”.

A reforma esteve no centro da entrevista, mas Ratinho provocou Bolsonaro a falar sobre outros temas que ele muito aprecia. Por exemplo: a facada que levou em Juiz de Fora. Ou o comunismo que ameaçaria o Brasil. “Eu sou apaixonado pelo general Floriano”, disse Ratinho. E, sentado no auditório, o general agradeceu, sorridente.

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O governo reservou R$ 6,5 milhões para gastar com a propaganda da reforma. Mas esse valor poderá ser ultrapassado.

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