Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Restam quatro candidatos a presidente

Quem sabe o que vai acontecer é porque está mal informado

Por Ricardo Noblat 9 Maio 2018, 10h00

À parte a candidatura de ficção encarcerada em Curitiba e as outras de fantasia sem chances reais de vencer, restam quatro nomes na disputa pela vaga de Michel de Temer depois da deserção de Joaquim Barbosa. A saber: Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin.

As candidaturas de fantasia, sem desrespeito aos seus titulares: Rodrigo Maias (DEM), Henrique Meirelles (PMDB), Álvaro Dias (PODEMOS), Flávio Rocha (PRB), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d’Ávila (PC do B). Esqueci alguma? A de Temer? Não, ele é carta fora do baralho.

Quem ganha com a saída de cena de Joaquim? No momento, só dá para dizer quem perde: o PSB, que tinha um aspirante a candidato forte. O mais está em aberto. Numa eleição tão imprevisível como a de outubro próximo, acerta o analista que errar menos.

Dentro do PSB, quem ganhou e quem perdeu com a renúncia de Joaquim? Ganharam os que defendem um entendimento com a esquerda (o candidato do PT ou Ciro Gomes pelo PDT). Perderam os que defendiam um entendimento com o centro-direita (Alckmin).

A candidatura de Joaquim era um projeto dos deputados federais do PSB empenhados em se reeleger e aumentar a bancada do partido na Câmara. O apoio do PSB a Alckmin é projeto solitário de Márcio França, o vice que assumiu o governo de São Paulo e quer ficar por mais quatro anos.

A força maior do PSB está no Nordeste. E, ali, a veneração a Lula é esmagadora. Ou o PSB voltará ao regaço da esquerda ou não terá candidato a presidente. Assim, o partido ficaria liberado para compor-se nos Estados como lhe parecer melhor.

Quem disser que sabe o que vai acontecer está mal informado.

Continua após a publicidade
Publicidade