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O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O triunfo das nulidades

Medo para nos calar

Por Maria Helena RR de Sousa
18 out 2019, 10h01 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h22
  • Ontem, 17 de outubro, o STF iniciou o julgamento sobre a legalidade da prisão em segunda instância. Não sei qual foi a intenção do presidente Jair Bolsonaro ao ir visitar, logo na véspera, o general Villas Boas, assessor especial do GSI – Gabinete de Segurança Institucional, internado no hospital do Exército. Se com certeza o capitão, ele mesmo, não saberia explicar o real motivo, como poderia eu afirmar alguma coisa?

    O fato é que o general, ainda internado, após essa visita, afirmou em seu twitter oficial que “É preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social”.

    Sabem há quantos anos nos acenam com esse medo para nos calar? Desde 1914, quando Ruy Barbosa disse: “A injustiça, senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade [… ] promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas”.

    E disse mais, nosso grande jurista: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.“

    De 1914 até hoje, pouco mudou…

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    O STF começou a julgar três ações que discutem a possibilidade de prisão de condenados antes do trânsito em julgado. A ala política fica alvoroçada, sobretudo porque a decisão do Supremo pode influenciar a situação do ex-presidente Lula. Posso imaginar como isso mexe com a cuca, instável por natureza, do capitão Bolsonaro, já que não foi uma nem duas vezes que ele retrucou opositores perguntando: “vocês querem o Lula de volta?”.

    Assim, a seco, não. Mas se Lula puder ser candidato nas próximas eleições presidenciais, por que não? Lula não está facilitando as coisas para ele ao dizer, como disse ontem: “Não estou reivindicando essa discussão de segunda instância. Não estou interessado nisso. Não quero progressão de pena, quero a minha inocência. Não tem meio termo comigo. O que eles vão fazer? Antigamente, era mais fácil. Mandava esquartejar, salgar, pendurar no poste. Cometeram a bobagem de me prender, cometeram a bobagem de me acusar, agora vão ter que suportar esse peso aqui dentro”, desabafou ontem o ex-presidente.

    Partido ele tem. O PT é organizado e tem estatutos, regras e filiados de peso. Ganha do PSL, partido que poderia crescer mais do que já cresceu, se tornar um novo PTB e obnubilar o PT. Mas teve o azar de esbarrar no trono da nova família imperial brasileira e pronto, arrisca esfarelar. Não há dúvida sobre o que atrai tanto no PSL. É o mesmo que atrai dezenas de candidatos à mão da dona Baratinha: o tal do vil metal.

    Responda quem quiser ou quem souber: quem quer casar com dona Baratinha, que tem tanto dinheiro na caixinha?

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