APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

⚡ Esquenta 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Governo em autocombustão

O capitão preferiu desprezar a política e dedicou-se a embates ideológicos

Por Mary Zaidan 12 Maio 2019, 10h00 | Atualizado em 30 jul 2020, 19h44
Governo em autocombustão Priorize VEJA no Google

Em um texto publicado no Twitter na última quinta-feira, o vereador Carlos Bolsonaro convoca a população para, “respeitosamente”, acordar. Com seu usual português ruim, o filho 02 alerta: “As coisas estão todas invertidas e muitos ainda não percebem! O problema não é de governo, é de nação! Mesmo que me custe algo maior, não me preocupa meu futuro político, mas com o que muitos estão caindo e o amanhã livre pode não existir.” No dia seguinte, não menos enigmático, o pai presidente diz que poderá enfrentar um tsunami nesta semana.

Ainda que nem o pai nem o filho tenham explicado a quais problemas catastróficos se referiam, a capacidade da primeira família para armar bombas de efeito imediato, esquentar e derramar gasolina em disputas prejudiciais a eles e ao país deve fazê-los temer pela autocombustão. Algo que vem queimando cotidiana e aceleradamente a aprovação do presidente.

Na última rodada da pesquisa XP Investimentos, a avaliação negativa do governo chegou a 31% ante 26% aferidos em abril. Ainda que bom e ótimo tenham se mantido em 35%, a nota do presidente caiu de 6,5 para 5,7. Números nada animadores para quem tem apenas quatro meses e meio de mandato.

Bolsonaro chegou ao Planalto com 57,7 milhões de votos, aval gigantesco para fazer e acontecer. Mas jogou fora a lua de mel que o detentor de tamanho cacife eleitoral pode usufruir e entregou muito pouco ou quase nada até agora.

Continua após a publicidade

Não teve apetite para defender a reforma da Previdência, praticamente abandonando à própria sorte o seu ministro da Economia, Paulo Guedes. E, propositadamente ou não, rifa o ex-juiz Sérgio Moro, apagando as luzes de quem chegou ao governo como estrela de primeira grandeza, mas, até então, só colheu derrotas.

O capitão preferiu desprezar a política, dedicando-se a embates ideológicos, bate-bocas internos e saracuticos de sua turma, sob o condão do guru da Virgínia, cuja única contribuição foi a de rebaixar o nível da linguagem para calões em geral impronunciáveis.

Continua após a publicidade

O filho Carluxo adota linha parecida. Mas, ironicamente, tem alguma razão quando diz que “as coisas estão invertidas”.

Não há dúvida do avesso quando o governo tem um ministro da Educação que despreza Filosofia, Sociologia e pesquisas em níveis de pós-graduação e doutorado, outro de Meio-Ambiente que advoga o fim de reservas ecológicas. De fato, tudo invertido. Uma ministra da Mulher que concorda e prega a “concepção cristã” da submissão da mulher ao homem, ou de um chanceler que quer derrotar o “marxismo cultural”.

Continua após a publicidade

O cidadão até perdoa os tropeços iniciais ditados pela inexperiência, mas já passa da hora de o presidente abandonar a presunção de que pode governar só para os seus e apenas com a força de sua caneta Bic – a mesma que exibiu ao assinar o decreto que libera armas e munições, contestado na Câmara, no Senado e na Justiça.

Soberba dessa natureza – e os tempos da presidente cassada Dilma Rousseff são prova disso – custa caríssimo ao país. Nela reside o verdadeiro tsunami.

Continua após a publicidade

 

Mary Zaidan é jornalista 

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA ESPECIAL ELEIÇÕES

Digital Eleições

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês*
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*A assinatura inclui acesso ao site de VEJA, conteúdos exclusivos para assinantes e navegação com menos anúncios. Benefícios sujeitos às condições e à disponibilidade da assinatura.
*Pagamento único trimestral de R$ 5,97, equivalente a R$ 1,99/mês durante os 3 primeiros meses.