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O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Entramos no Big Brother

É fácil ter opinião sobre tudo, difícil mesmo é quando você é alvo da opinião alheia. E como costumam ser cruéis as opiniões

Por Adriana Vasconcelos
15 jan 2018, 14h00 • Atualizado em 15 jan 2018, 14h00
  • Vivemos tempos definitivamente estranhos, muito estranhos. Tempos em que estamos sendo vigiados e julgados o tempo todo. Não demorará muito para nos censuramos até mesmo sozinhos no quarto escuro, com medo de que alguém adivinhe nossos pensamentos e sejamos expostos em praça pública à mercê de todo tipo de opinião.

    É assim que assisto hoje a polêmica entre americanas e francesas, entre mulheres que querem continuar sendo paqueradas e outras que não aceitam ser assediadas em seu ambiente de trabalho, no transporte público, na rua ou mesmo dentro de casa. Todas, no fundo, querem a mesma coisa e só estão se expressando conforme encaram a vida. Nem por isso estão sempre certas ou totalmente erradas. Uma polêmica que não nos levará a lugar nenhum, já que antes de lutar pelo mal comum, essas mulheres estão brigando entre si.

    Em tempos de tanta exposição, redes sociais, conexão total com o mundo, tudo acaba virando polêmica. E logo os grupos se formam. De um lado o bem, o certo, o nosso. Do outro, o mal, o errado, o dos outros. É assim mesmo que queremos levar a vida daqui em diante? Tudo que você disser poderá ser usado contra você, como diria um policial a um réu que vai prestar seu depoimento.

    Fico me perguntando se não estamos perdendo a noção da nossa condição humana. Imagem e semelhança de Deus, só que humana. Ou seja, passível de erro, falha, tropeço. Pode ser leve, médio, grave ou gravíssimo. O fato é que ninguém, nessa condição, poderá dizer em alto e bom som: isso jamais aconteceu comigo.

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    Diante de uma Madalena arrependida, Jesus conclamou aqueles que nunca pecaram a jogar a primeira pedra contra a mulher pecadora. Ela sobreviveu. E nós devemos fazer o mesmo. Devemos sobreviver às nossas diferenças e tentar viver com mais tolerância. Não precisamos ser tolerantes com o erro, a corrupção ou nada que nos faça mal. Tampouco podemos agir como juízes o tempo todo ou querer fazer justiça com as próprias mãos.

    Respeito talvez seja a palavra chave para encerrar essa polêmica. Se colocar na posição do outro antes de agir, pode ser um começo. Lembrar que o outro tem tanto direito quanto você de pensar o que quiser, de divergir das suas ideias e nem por isso ele é necessariamente uma pessoa ruim ou do mal.

    É fácil ter opinião sobre tudo, difícil mesmo é quando você é alvo da opinião alheia. E como costumam ser cruéis as opiniões. Quanta gente se sente no direito de te julgar por uma palavra mal colocada ou errada mesmo. Haja visto o que aconteceu há pouco tempo com o jornalista William Waack, que em apenas três horas depois de ter tido um vídeo vazado na internet foi acusado, julgado e condenado sumariamente pela opinião pública. Um vídeo, um erro e toda uma vida fica enxovalhada para sempre?

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    Parece que todos nós entramos para uma espécie de Big Brother permanente, o que dá o direito para qualquer um opinar sobre seu comportamento. Dá vontade de gritar, pare o mundo que eu quero descer. Não sou e nem quero ser a dona da verdade e tenho muita preguiça de quem acha que é. Bom senso minha gente, bom senso. É disso que estamos precisando.

    Adriana Vasconcelos, 51 anos, mulher, mãe e jornalista, formada pela UnB. De 1988 a 2012 trabalhou no Correio Braziliense, Gazeta Mercantil e O Globo. Coordenou a Comunicação do PSDB por cinco anos. Atualmente presta consultoria com sua empresa AV Comunicação Multimídia

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