A essa altura, preso há mais de um mês, convencido de que o futuro só lhe reserva péssimas notícias, a dúvida não é mais se o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, o homem do Caixa 2 do PSDB paulista, delatará ou não. A dúvida é sobre quando ele começará a delatar – se já ou daqui a pouco.
As contas atribuídas a ele na Suíça já foram identificadas pelo governo daquele país que as estuda e que em breve mandará mais informações a respeito para o Ministério Público Federal em São Paulo. O cruzamento de dados apontará as fontes dos depósitos feitos nas contas de Preto. Sua eventual confissão deixará de ser importante.
Dá-se como certo nas antecâmaras do PSDB paulista que a delação de Preto não atingirá diretamente o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do partido à sucessão do presidente Michel Temer. Menos mal para Alckmin. Mas mesmo assim ela produzirá severos estragos na imagem do PSDB, o que para Alckmin não é nada bom.
Com raras exceções, a próxima eleição será travada entre partidos bichados pela corrupção, uns mais do que os outros, mas quase todos bichados.






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