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Bolsonaro planta e colhe outra derrota

De messias a traidor

Por Ricardo Noblat 4 jul 2019, 07h00 | Atualizado em 30 jul 2020, 19h36

Era irresistível para um presidente acidental como ele. Distante nos últimos seis meses da proposta de reforma da Previdência, agora quando parecia que ela caminhava muito bem, o capitão Jair Bolsonaro resolveu meter-se onde não era mais chamado. Ao fazê-lo, poderá ter contribuído para que a reforma fique para ser votada no Congresso só a partir de agosto.

A interferência súbita e, como sempre, atabalhoada, se deu porque o capitão foi vaiado e acusado de traidor por policiais civis e militares insatisfeitos com o preço a pagar pela reforma. Eles cobram o tratamento especial que Bolsonaro lhes prometera antes e depois de eleito. E Bolsonaro, sem consulta ao ministro Paulo Guedes, seu ex-Posto Ipiranga, decidiu atendê-los.

“Vou resolver o caso de vocês, viu?” – anunciou Bolsonaro a um grupo de PMs. Bem que tentou. Disparou ligações para o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma na Câmara, e para líderes de partidos até concluir que seu desejo não seria satisfeito. Para variar, colheu mais uma derrota e deu munição aos interessados em torpedear a aprovação da reforma.

Como uma reforma que acabará com os privilégios, a acreditar-se nos seus patrocinadores, poderia conviver com mais um privilégio a ser mantido? Por que só os que vestem ou vestiram fardas merecem ser premiados na hora em que se exigem sacrifícios de todo mundo? Já não basta a desidratação da reforma que deixará de fora Estados e Municípios? Corre-se o risco de a montanha parir mais um rato.

Para Bolsonaro, pouco se lhe dá. Seu negócio é tentar segurar ao seu lado os que o elegeram, não importa o quanto isso possa custar ao país. O inferno para ele são os outros, os que lhe negaram o voto. Quando candidato, disse que apresentaria proposta de emenda à Constituição para acabar com a reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Eleito, lançou-se candidato à reeleição.

Segue o baile, sob o comando do presidente mais desconexo que o país já conheceu.

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