Cada absurdo protagonizado pelo presidente Jair Bolsonaro desde que tomou posse não se limita a produzir estragos apenas à imagem dele, o que já não seria pouco. Estraga também a imagem dos que o socorrem para impedir que o mal se alastre.
Foi o que voltou a acontecer depois que Bolsonaro suspendeu o reajuste do preço do diesel anunciado pela Petrobras. Ao fazê-lo, metendo-se em um assunto que desconhece, Bolsonaro deixou em maus lençóis o ministro da Economia e o presidente da Petrobras.
Paulo “Posto Ipiranga” Guedes censurou com elegância a decisão do presidente da República e disse que se dará um jeito no estrago. Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, preferiu fazer de conta que nada simplesmente aconteceu.
Que história é essa de que Bolsonaro suspendeu o aumento anunciado pela Petrobras? Coisa nenhuma. Foi a empresa que suspendeu porque quis, segundo seu presidente. “A Petrobras é livre para tomar suas decisões”, disse ele. “Petrobras é uma coisa. Outra é o governo”.
A suspensão do reajuste custou à empresa uma perda de R$ 32 bilhões em valor de mercado na última sexta-feira com a queda de 8,5% no preço das ações. Ontem, o preço continuou caindo. Castelo Branco foi incapaz de explicar por quê.






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