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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Huck pode surpreender em 2022

Pesquisas Datafolha e Poder Data mostra apresentador com boas chances em um eventual segundo turno das próximas eleições

Por Matheus Leitão Atualizado em 13 Maio 2021, 18h15 - Publicado em 13 Maio 2021, 13h20

Os resultados das pesquisas DataFolha e PoderData divulgada nesta quarta, 12, com simulações das eleições presidenciais de 2022 desenham um cenário surpreendente e ainda mais preocupante para Jair Bolsonaro.

Além do bom desempenho de Lula nas simulações feitas pelo Instituto, um outro potencial candidato aparece com vantagem importante. O apresentador Luciano Huck, que não tem partido e nem confirmou que será candidato em 2022, ganharia de Bolsonaro  – Lula e Ciro também venceriam – em uma disputa de segundo turno. Em outro cenário hipotético para o segundo turno, Huck empataria com o ex-presidente petista.

Segundo o PoderData, em um eventual segundo turno, Bolsonaro teria 38 pontos contra 46 pontos de Huck, uma diferença de 8 pontos percentuais a favor do apresentador. Em um segundo turno contra Lula, Huck teria 33 pontos contra 37 do petista, considerado empate por causa da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Com o resultado, Luciano Huck ganha cacife e pode se tornar o principal candidato de centro-direita que muitos eleitores têm buscado para fugir da dupla Lula e Bolsonaro. Os números podem alavancar uma possível candidatura e desenhar um cenário muito diferente do que foi visto em 2018.

Além da possibilidade de enfraquecer a campanha do atual presidente, Huck também tem potencial para complicar a vida de Lula. Considerando que o ex-presidente tem aparecido publicamente, feito discursos pensando em 2022 e já é considerado o candidato do PT, o desempenho de Huck, que não tem feito nada para fixar seu nome como candidato, é impressionante. Se o apresentador começar a aparecer mais de forma política, a disputa ficará ainda mais difícil para os adversários.

Embora ainda não seja possível prever como estará o governo no próximo ano, uma coisa é fato: Bolsonaro mudou e agora tem que lidar com um governo em crise, atingido em cheio pela pandemia e sem a força que tinha nas últimas eleições. O eleitor também mudou e a pesquisa deixa isso evidente. O trauma econômico, a retirada e depois a demora na volta auxílio emergencial, tudo isso pode favorecer os adversários de Bolsonaro. Assim como o fiasco da campanha de vacinação.

As pesquisas podem ser o empurrão que Huck precisava para se lançar de vez na política e seu desempenho pode ser surpreendente.

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