Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 5,99
Imagem Blog

Matheus Leitão

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Centrão se fortalece e aumenta poder de barganha

Para o cientista político Lucio Rennó, partidos do chamado centrão saem fortalecidos após eleições e PT volta a ser derrotado

Por Matheus Leitão 17 nov 2020, 16h26 • Atualizado em 17 nov 2020, 16h28
  • As eleições municipais do último domingo, 15, trouxeram mais força para partidos do chamado “centrão” e confirmaram o enfraquecimento do PT, que viu sua militância desmobilizada e pouco empolgada. Essa é a visão do cientista político Lucio Rennó, que conversou com a coluna sobre o significado dos resultados nas urnas para o cenário político nacional.

    Em relação aos que saem vitoriosos, destaque para PP e PSD, partidos tradicionais do centrão que aumentaram seu número de prefeituras. Lucio Rennó explica que o centrão é “ideologicamente amorfo e extremamente pragmático”. Por ter flexibilidade ideológica e buscar apoio do governo federal para conseguir a transferência de recursos, o grupo compõe facilmente com qualquer governo que esteja no poder. “Ao conquistar prefeituras, fortalece sua pressão sobre a Câmara dos Deputados e aumenta seu poder de barganha”, destaca Rennó.

    Ainda dentro do centrão, o cientista político chama atenção para o crescimento do DEM, que pode estar se aproveitando da perda de espaço vivida pelo PSDB. Segundo ele, PP e PSD crescem com a queda do MDB. DEM cresce com a queda do PSDB. “O PSDB perdeu bastante e está mais enfraquecido, embora ainda tenha a chance de governar capitais importantes. Mas é um partido em decadência”, enfatiza.

    Apesar de algumas legendas estarem saindo fortalecidas e outras enfraquecidas neste processo eleitoral,  Lucio Rennó ressalta que a mudança de atores não modifica as agendas. “As agendas desses dois grupos (um centro direita mais ideológico e outro centro direita mais amorfo, embora conservador) não se altera”, afirma.

    Sobre o PT, o cientista político explica que o resultado no último domingo, 15, confirma que a queda sofrida pelo partido em 2016 não foi apenas consequência do impeachment e dos escândalos de corrupção. Além disso, a popularidade de Lula não parece atingir de forma positiva a legenda. “É um partido que perde sim pujança. Já não é o que empolga a esquerda. O número de simpatizantes, conforme pesquisas de opinião, vem caindo significativamente”, aponta Rennó.

    Continua após a publicidade

    Ele também destaca o fato de que o PT tem dificuldade de compor alianças, assim como grande parte das legendas de esquerda. “A esquerda sai sempre desunida no primeiro turno: não consegue encontrar uma forma de compor logo no início do processo eleitoral. Como campanhas geram desgastes, esses acordos de segundo turno tampouco geram empolgação. Será muito importante ver o que ocorrerá em Porto Alegre e São Paulo”, diz o cientista.

    Apesar disso, algumas composições já foram feitas: em Porto Alegre, a candidata Manuela D’ávila (PSOL) recebeu o apoio do PT para o segundo turno. Em São Paulo, o petista Jilmar Tatto também declarou apoio a Guilherme Boulos na segunda etapa da disputa.

    Para Lucio Rennó, a dificuldade dos partidos de esquerda em fazer acordos fica evidente em situações como as vistas em Fortaleza e Recife. Em Fortaleza, a disputa ficou entre Sarto Nogueira (PDT) e Capitão Wagner (Pros). Por lá, Rennó afirma que PDT e PT não se entendem completamente para formar uma aliança. Em Recife, a competição entre os primos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) deve distanciar ainda mais o PT do PSB.

    O cientista político vê mais probabilidade de alianças entre os partidos de centro direita do que na esquerda. “É mais razoável supor que DEM, PSDB, MDB, PSD e PP se entendam, até por sua flexibilidade ideológica, do que PDT, PT, PSB. A chance de união na esquerda é em alguém de fora desse grupo, e aí PSOL e PC do B, com Boulos, Manuela e Dino passam a ter mais peso nas conversas”, conclui.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo