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Matheus Leitão

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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Bolsonaro precisa ler Eclesiastes

Há tempo de falar e há tempo de se calar. Presidente, no entanto, não perde tempo em perder tempo

Por Matheus Leitão 7 Maio 2021, 09h33 • Atualizado em 7 Maio 2021, 09h40
  • Há um tempo certo para tudo. Enquanto vivemos diariamente as perdas causadas pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro, que faz questão de dizer que é cristão, deveria ler mais a Bíblia, em especial o livro de Eclesiastes.

    Em seu terceiro capítulo, o livro diz que tudo tem o seu tempo determinado. No versículo 7, está escrito que há “tempo de estar calado e tempo de falar”.  Embora diga que segue os ensinamentos cristãos, Bolsonaro não perde tempo em perder tempo. E nunca sabe a hora de não falar.

    Nesta quarta, 5, durante evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro questionou a origem do coronavírus, falou de uma possível “guerra química, bacteriológica e radiológica”, insinuou que o crescimento do PIB da China tem relação com o surgimento do vírus.

    Mais uma vez, Bolsonaro atira contra o nosso maior parceiro comercial e perde a chance de ficar calado. Mesmo que ele esteja usando a estratégia de desviar o foco de outras questões – algo que ele faz com frequência – é muito perigoso atacar um país tão importante para a economia brasileira.

    O presidente está acuado diante de uma pandemia grave, que não finda, e com a CPI da Covid acontecendo no Senado. Entretanto, usar esse tipo de estratégia diversionista… pode dar um tiro no pé. O problema é que o tiro no pé vai acertar o país.

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    Até mesmo a liberação de insumos para produção de vacinas contra a Covid podem ser afetadas pelas declarações irresponsáveis do presidente. Nesta quinta, 6, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, admitiu que os ataques à China podem dificultar a liberação de matérias-primas para a fabricação do imunizante e, consequentemente, complicar a já atrasada campanha de imunização no país.

    “Pode faltar [insumos]? Pode faltar. E aí nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal que tem remado contra. Essa é a grande conclusão”, disse Dimas Covas.

    Como a coluna mostrou em agosto do ano passado, a China vem sendo alvo de ataques constantes do governo de Jair Bolsonaro desde o início da gestão. Os chineses são os maiores parceiros comerciais do Brasil e destratar a galinha dos ovos de ouro é um risco grande.

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