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Paulo Marinho a Flávio Bolsonaro: ‘Eu sei o que você fez no verão de 2018’

Empresário, autor de denúncia contra o senador, rebateu crítica do filho do presidente a pedido do MPF para quebrar sigilo de assessores, revelado por VEJA

Por Da Redação - Atualizado em 2 jul 2020, 18h53 - Publicado em 2 jul 2020, 18h47

O empresário Paulo Marinho, pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSDB, e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) protagonizaram uma troca de acusações e de insinuações durante um bate-boca nas redes sociais nesta quinta-feira, 2.

Tudo começou com um post do senador no Instagram, no qual ele critica o pedido à Justiça feito pelo Ministério Público Federal de quebra de sigilo de seus assessores, revelada por VEJA nesta quinta-feira. Segundo a reportagem, o  MPF do Rio de Janeiro pediu à Justiça as quebras de sigilos telefônicos e e-mails de assessores do senador. Entre os alvos, estão o chefe de gabinete do parlamentar, Miguel Ângelo Braga Grillo, o advogado Victor Granado Alves e a ex-tesoureira de campanha Valdenice de Oliveira Meliga. A investigação apura um suposto vazamento em meio às eleições de 2018 de uma operação da Polícia Federal que atingiria o ex-assessor Fabrício Queiroz.

O objetivo do MPF é ter acesso aos registros de localização dos sinais dos celulares utilizados pelos assessores de Flávio durante a eleição. Em depoimento, Marinho contou que, durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, o parlamentar e três auxiliares confidenciaram numa reunião em sua casa que foram avisados por um delegado da PF de uma operação, batizada de Furna da Onça, que alcançaria Queiroz e outros funcionários do então deputado estadual.

“Devo ser muito gostoso… ainda nem fui ouvido e o cara já pediu a quebra de sigilo do meu advogado… Isso devido a uma fofoca do meu suplente de senador Paulo Marinho, também conhecido como tiazinha do pulôver, de que eu teria recebido uma informação sigilosa. Um vazamento já negado, inclusive, pelo desembargador do TRF-2 responsável pelo caso. Já o celular do advogado do Adelio, NADA!!!!”, escreveu Flávio.

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Paulo Marinho rebateu no Twitter: “Não me permito debater com quem tem tanto a explicar para a Justiça, mas como você me convidou para ser seu suplente e conselheiro, fica aqui uma dica: melhor não pagar de ‘gostosão’ com os investigadores do MPF/PGR porque eu e você sabemos o que você fez no verão de 2018”.

Na sequência, Marinho disse que Flávio sabe que a quebra de sigilo vai permitir ao MPF confirmar a veracidade da acusação que fez. Na sequência, ele também faz uma provocação ao senador por tê-lo chamado de “tiazinha do pulôver” (veja sequência no Twitter).

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