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Alckmin e Doria a portas fechadas com Valdemiro Santiago e pastores

Tucanos participaram de encontro na sede da Igreja Mundial do Poder de Deus em São Paulo na manhã desta quinta-feira. Eles chegaram e foram embora separados

Por João Pedroso de Campos - Atualizado em 23 ago 2018, 14h23 - Publicado em 23 ago 2018, 14h15

O périplo de candidatos em campanha a igrejas evangélicas começou na manhã desta quinta-feira, 23, para Geraldo Alckmin e João Doria, que disputam a Presidência da República e o governo de São Paulo pelo PSDB, respectivamente.

Alckmin e Doria participaram de um encontro com pastores e bispos da Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo polêmico Apóstolo Valdemiro Santiago – aquele que, em janeiro de 2017, em um espaço de apenas dez dias, virou notícia por ter sido esfaqueado no pescoço dentro da própria igreja e resgatado por bombeiros em um barco à deriva em Ilhabela (SP).

Conhecido pelo jeito performático de pregar, e com o chapéu de cowboy que lhe é característico, desta vez na cor preta, Santiago recebeu os tucanos no salão principal da igreja, no térreo da sede da Mundial, localizada no bairro do Brás, em São Paulo. A presença de jornalistas foi vetada no encontro, que durou cerca de uma hora e meia, e tanto Alckmin quanto Doria saíram de lá sem falar com a imprensa. Os tucanos chegaram e deixaram a igreja separados.

A aproximação com líderes evangélicos, cujo apoio é sempre muito visado por políticos em campanha, é uma das frentes em que Geraldo Alckmin tentará conter o avanço de Jair Bolsonaro, o candidato do PSL ao Palácio do Planalto.

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Conforme a mais recente pesquisa Ibope para a Presidência, Bolsonaro lidera a preferência do eleitorado evangélico no cenário sem a candidatura do ex-presidente Lula, com 26%. Alckmin é apenas o quarto entre este nicho eleitoral, com 7%.

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