Omissão e ambição
Não fosse no Brasil, tragédias como a de hoje em São Paulo, ou como a da ciclovia no RJ, teriam alto custo eleitoral aos prefeitos responsáveis.
Aqui eu não sei, mas: em qualquer regime democrático, o desabamento de um prédio como o de hoje no centro de São Paulo tem custos eleitorais altíssimos aos prefeitos responsáveis. Aqui, o responsável pela cidade renunciou ao cargo há menos de um mês, é candidatíssimo a governador e vai muito bem nas pesquisas.
Como se sabe, porém, no Brasil o efeito na urna desse tipo de tragédia nem sempre se faz sentir.
No Rio de Janeiro, o prefeito que fez a enorme ciclovia duas vezes desabada (a primeira menos de 4 meses depois da celebrada inauguração) flerta com a vaga de governador pelo DEM.
Está inelegível.
E daí?
Nada que um recurso a “instâncias superiores” não resolva.
Obviamente, refiro-me a João Doria, 60 anos, PSDB SP, e a Eduardo Paes, 48.
Claro que o mega adversário da hora e da vez do candidato Doria, isto é, o governador Márcio França, já fala em tragédia prevista.
Haja renovação.







