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Lillian Witte Fibe Por Blog Política, economia e outros temas do momento. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Foi a voz do povo?

Moro não tem mostrado açodamento pra mandar prender. Acho que vai esperar a poeira baixar no caso Lula.

Por Lillian Witte Fibe Atualizado em 5 abr 2018, 11h52 - Publicado em 5 abr 2018, 02h57

Sei não, mas tô achando que o povo nas ruas assustou os doutos meritíssimos de Brasília e mudou a decisão do “colegiado”.
Foi muita vaia na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula. Vaia nominal a determinados ministros do Supremo.                                                                          Que têm um ego do tamanho que todos conhecemos: quantas vezes Gilmar Mendes usou a palavra “eu” no voto ontem?
Nas mesmas manifestações de terça, o povo que vaiava uns celebrava fartamente Sérgio Moro, o juiz lá de Curitiba que, justamente por prender ladrões, se tornou o mais amado do País.
Agora, cumpridos os trâmites burocráticos finais, o TRF de Porto Alegre comunica a Moro que não tem mais jeito, e é a primeira instância – e não a milésima, como tanto defenderam ontem os “vencidos” Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli – quem manda prender.                                                                                É chute, mero palpite, mas eu acho que Moro vai esperar a poeira assentar, aguardar a publicação de todos os acórdãos, e depois, sem açodamento, vai emitir a ordem. Em 9 de fevereiro, com base na execução da pena do irmão de Zé Dirceu, cujas etapas (tirando a confusão do HC ano STF)  foram praticamente iguais, fiz a conta: a data de Lula pra ser preso, teoricamente, seria 9 de junho, que cai num sábado. Lula, portanto,  teria ainda mais de um mês em plena liberdade.

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