Clique e assine com até 92% de desconto
Lillian Witte Fibe Por Blog Política, economia e outros temas do momento. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Corrupção no esporte: um espanto global

Propinas e subornos de todo tipo reinam em escala industrial no trilionário e estratégico ramo do esporte

Por Lillian Witte Fibe Atualizado em 2 ago 2018, 13h26 - Publicado em 2 ago 2018, 13h17

Material de primeira qualidade para nossa reflexão sobre os efeitos da corrupção — e da certeza da impunidade — em toda a sociedade: a série desta semana da publicação britânica The Economist sobre o “lado obscuro do esporte”.

Uma indústria que movimenta, só em apostas, cerca de 2 trilhões de dólares por ano, é permeada por propinas nas mais diversas fases, dos direitos de transmissão ao processo de escolha para  a sede de torneios internacionais.

As quadrilhas reinam especialmente nas menores ligas, mas o setor é também dominado por redes que combinam resultados de jogos, casos horrorosos de racismo e doping. Atletas trocam a saúde pela glória — e por muito dinheiro, claro. Trata-se de lavagem de dinheiro em escala industrial.
Um tema que mal começou a ser desvendado pelo departamento de justiça dos Estados Unidos recentemente, que pôs a poderosa Fifa sob investigação criminal.
The Economist lembra também que as denúncias (que continuam a surgir) sobre a escolha do Qatar para sediar a próxima Copa são impressionantes.
Leio isso junto com a notícia de que, na Argentina, se avolumam as acusações criminais contra os “kirchneristas”, na esteira da nossa Lava Jato.
E sigo me perguntando qual planeta habitam nossos políticos que, dois meses antes das eleições mais difíceis de nossa jovem democracia, não são capazes de se curvar a esta nova realidade internacional, e continuam a proferir discursos do século passado.
Ou retrasado.
Bem, a quem interessar possa, aqui o link por extenso: “From The Economist Espresso: Focus: sport’s dark side” https://espresso.economist.com/747e32ab0fea7fbd2ad9ec03daa3f840
Publicidade