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O jardineiro casual Por Marcelo Marthe Ideias práticas e reflexões culturais sobre jardinagem, paisagismo e botânica

Assassinaram o camarão? Que nada: ele está bem vivo e brilhando

As plantas conhecidas por esse nome popular são elementos valiosos para compor um jardim tropical. Confira os tipos raros que estão florindo agora

Por Marcelo Marthe - Atualizado em 30 jul 2020, 20h29 - Publicado em 23 abr 2018, 15h35

“Assassinaram o Camarão/ Assim começou a tragédia/ No fundo do mar”, diz a letra daquele pagodinho bamba dos Originais do Samba. O trocadilho é tortuoso, mas vá lá: se assassinassem os camarões – nome popular de muitas plantas da família das acantáceas – ocorreria uma tragédia irremediável no jardim tropical.

 

JUSTICIA-OURO (Justicia aurea): espécie fenomenal de porte médio a grande, que vai bem na sombra e meia-sombra e floresce melhor quando recebe podas radicais após a floração Marcelo Marthe/ acervo pessoal/Divulgação

Com imensa variedade de tamanhos, cores, formas e capacidade de adaptação à luz/umidade, as espécies da família são elemento fundamental em qualquer jardim desse tipo. São plantas perenes, com ótima tolerância às podas e condições de sombra. E sua floração espetacular é extremamente durável: as espigas que lhe valem o nome popular de camarão são formadas, na verdade, por folhas diferenciadas (chamadas tecnicamente de brácteas), em meio às quais surgem as flores minúsculas. Coloridíssimas, essas brácteas surgem antes das flores em si e persistem na planta por um bom tempo, dando o efeito de uma longa e luxuriante florada.

CAMARÃO-BRANCO (Justicia betonica): Com sua mescla de branco e rosa, forma espigas de uma delicadeza sutil. É perfeita em maciços ou como elemento isolado no jardim – inclusive a pleno sol Marcelo Marthe/ acervo pessoal/Divulgação

Ao longo deste post, confira alguns camarões que estão bombando na estação. E aguarde, em breve, o programa do Jardineiro Casual com dicas de uso no paisagismo e cultivo dessas plantas.

JUSTICIA-MARAVILHA (Justicia calycina): Nativa da Amazônia, é muito vigorosa e requer podas anuais para ser domada. Mas vale o trabalho: se os camarões em geral atraem borboletas e beija-flores, essa espécie forma um magnífico cenário a céu aberto para esses bichos Marcelo Marthe/ acervo pessoal/Divulgação

 

 

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