Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90
Imagem Blog

Isabela Boscov

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Está sendo lançado, saiu faz tempo? É clássico, é curiosidade? Tanto faz: se passa em alguma tela, está valendo comentar. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Jason Bourne

A adrenalina continua a mesma, mas a emoção...

Por Isabela Boscov 28 jul 2016, 22h38 | Atualizado em 4 jun 2024, 21h57
Jason Bourne Priorizar nos meus resultados Google

Veja aqui a vídeo-resenha


Da última vez em que foi visto, em 2007, Jason Bourne mergulhou num rio antes que o capturassem – e sumiu na noite e no mundo. O agente que em A Identidade Bourne (2002) fora pescado do Mar Mediterrâneo ferido e sem memória, e que em A Supremacia Bourne (2004) colocara a CIA em alerta vermelho com sua cruzada para descobrir seu passado, completava ali, em O Ultimato Bourne, o ciclo: conseguira trazer à tona e a público todos os detalhes tenebrosos do programa clandestino que o transformara em super-assassino. Com a cabeça mais a prêmio do que nunca, Bourne não poderia jamais reaparecer: ainda que a plateia implorasse por uma nova aventura, Matt Damon e o diretor Paul Greengrass haviam decidido duas coisas. Primeiro, que um não faria um Bourne sem o outro. Segundo, que simplesmente não havia razão para fazer mais um Bourne; a história chegara ao seu desfecho natural, e ela não terminava com ponto final, mas com reticências.

jasonbourne_mat2

Continua após a publicidade

Promessas desse tipo existem para serem quebradas, claro. E Greengrass e Damon, ambos sujeitos muito engajados, viram um gancho irresistível nas transformações pelas quais a espionagem passou com as toneladas de arquivos jogados na rede pelo WikiLeaks de Julian Assange, e com os programas secretos de vigilância divulgados pelo analista da CIA Edward Snowden. Mais até do que o terrorismo, é isso que os serviços de inteligência temem hoje: ter suas operações clandestinas ou sigilosas reveladas.

jasonbourne_mat3

É nesse mundo, portanto, que Jason Bourne despenca. Sobrevivendo incógnito em rinhas de luta em algum cafundó da Grécia, Bourne é contatato pela ex-analista da CIA Nicky (Julia Stiles), que se bandeou para o lado dos hackeadores de segredos: há muita coisa da sua história que ele ainda não sabe, diz Nicky – que assim deflagra mais duas horas de caçada incessante ao redor do mundo. Bourne, Nicky e o assassino da CIA interpretado por Vincent Cassel se esquivam uns dos outros em Atenas, Berlim, Londres, Roma, Las Vegas e Washington. Enquanto isso, no quartel-general da CIA, na Virgínia, Tommy Lee Jones e a sueca Alicia Vikander olham telas de computador, pedem imagens de satélite, mandam comandos sair à rua.

Continua após a publicidade

jasonbourne_mat4

Ao final das duas horas, eu me senti como se tivesse ido junto na maratona. Até cãibra deu, e precisei ficar uns cinco minutos fazendo alongamento e ouvindo a música do Moby que fecha o filme. A sequência em Atenas é uma barbaridade: ela acontece durante um dos protestos anti-austeridade econômica que sacudiram a Grécia, enquanto as ruas vão sendo tomadas por multidões de manifestantes e tropas de choque. Se me dissessem que Greengrass filmou durante uma manifestação de verdade, eu acreditaria.

jasonbourne_mat1

Mas, feitas todas as contas, foi mais adrenalina do que emoção. Não que se trate de uma adrenalina qualquer: Greengrass mudou o cinema com a ação suja e bruta de A Supremacia e O Ultimato, e há mais de dez anos é descaradamente copiado por todo mundo. Mas ainda é, sem dúvida, o melhor no que faz. O que falta em Jason Bourne é outra coisa: é um instante a mais no rosto de Damon, às vezes, para que você se lembre por que está lá – porque é palpável o desespero dele em não saber quem é, e porque saber pode ser ainda pior. E porque, quando Bourne entra em modo operacional e Matt Damon faz você sentir a máquina que ele vira, juro – não há perseguição no mundo que possa ser mais eletrizante do que isso.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).