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Holofote Por Silvio Navarro Os personagens que estão no centro do poder. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Petistas admitem abrir mão de disputar o governo de SP

Edinho Silva adere à tese de apoiar uma frente ampla de esquerda

Por Silvio Navarro - 8 Jul 2017, 07h00

Cresce no PT a avaliação de que o partido deveria abrir mão de disputar o Palácio dos Bandeirantes no ano que vem, uma conquista nunca alcançada, para embarcar numa chapa mais ampla de esquerda, encabeçada por um nome com potencial real de vitória contra o candidato do atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB). Se perspectivas de poder do PT não são nada boas, a situação é ainda mais dramática em São Paulo. Na disputa pelo governo do Estado em 2014, o partido obteve o pior resultado em duas décadas. Em 2016, a sigla levou uma surra nas eleições municipais e perdeu seus redutos históricos, como o ABCD. Ex-tesoureiro de campanha de Dilma Rousseff e um dos poucos se salvou nas urnas, Edinho Silva, prefeito de Araraquara, no interior paulista, defende abertamente a tese. “O ideal seria fazer uma aliança com um nome mais amplo. Vamos ver como vem o Gabriel Chalita (do PDT). Se não fizer aliança, a candidatura própria seria o Luiz Marinho (ex-prefeito de São Bernardo do Campo)”, diz. Outra saída seria o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, mas até agora ele não deu sinais de que pretende entrar em campo.

O raciocínio de Edinho está alinhado ao que pensa o ex-ministro José Dirceu, conforme revelou VEJA. Recentemente solto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Dirceu disse a parlamentares petistas que Lula não deveria ser candidato à Presidência da República e que o melhor caminho seria apoiar uma frente de esquerda, possivelmente liderada por Ciro Gomes, também do PDT. (por Felipe Frazão)

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