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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Oposição turbina pedido de impeachment com decretos de 2015; e Renan fracassa em proteger Dilma Rousseff

Governo aumentou despesas em R$ 800 milhões sem autorização dos parlamentares

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 00h16 - Publicado em 21 out 2015, 02h24

renan-calheiros

A coluna Painel, da Folha, informa:

“Além do parecer do Ministério Público do TCU, a oposição vai anexar ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff ao menos quatro decretos assinados pelo governo em 2015 que aumentaram em R$ 800 milhões as despesas do Executivo sem autorização dos parlamentares.

Os documentos servirão de base para o argumento de que as irregularidades fiscais se estenderam para este ano. Manobra semelhante foi um dos motivos que levaram o TCU a rejeitar as contas de Dilma de 2014.”

Ou seja:

O pedido de impeachment está cada vez mais turbinado e, portanto, cada vez menos dependente da análise que o Congresso fará das contas do ano passado com base no parecer do TCU pela reprovação.

A propósito:

A presidente da Comissão Mista de Orçamento, Rosa de Freitas (PMDB-ES), acabou com os planos do presidente do Senado e “office-boy do PT”, Renan Calheiros, de atrasar a leitura do processo em plenário e de conceder prazo de 45 dias para o governo se defender sobre as pedaladas fiscais.

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A demora, como diz a Folha, “interessava ao governo, que deseja ver a análise concluída apenas no ano que vem por acreditar que a discussão sobre o impeachment de Dilma estará mais enfraquecida”.

A leitura, porém, foi feita pelo senador Dário Berger (PMDB-SC) e o processo será encaminhado nesta quarta (21) para a Comissão Mista de Orçamento, que terá 77 dias para analisar a decisão do tribunal.

Freitas também ficou de anunciar o relator nesta quarta, e ele terá, então, 40 dias para apresentar seu parecer, período dentro do qual o governo poderá encaminhar a sua defesa ao colegiado.

Ela pretende que o texto da CMO seja votado ainda neste ano, embora a votação em plenário deva ficar mesmo para 2016, podendo reforçar a tese do impeachment caso o governo se arraste até lá.

A inclusão de pedaladas e decretos de 2015 no pedido, no entanto, já fortalece o movimento e dissipa as desculpas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para não acolhê-lo.

Pudera: são mais 800 milhões de motivos para derrubar Dilma Rousseff.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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