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Educação Sentimental Por Betty Milan Nós hoje tendemos a focalizar só os fatos. Com isso, perdemos de vista a vida que, sendo o nosso maior bem, é efêmera. Como a vida tanto depende da atualidade quanto dos sentimentos, vou andar na contramão e falar sobretudo deles

Só quem deseja o possível é livre

Foi a escritora Françoise Sagan, aquela de Bom dia, Tristeza e Um certo sorriso, quem me chamou a atenção para a relação entre a liberdade e o desejo do possível. Disse ela, inclusive, que havia aprendido isso com Sartre. A vida me ensinou a abrir mão do impossível, e eu, hoje, só conto as flores […]

Por Katia Perin Atualizado em 30 jul 2020, 22h06 - Publicado em 15 ago 2016, 10h34

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Foi a escritora Françoise Sagan, aquela de Bom dia, Tristeza e Um certo sorriso, quem me chamou a atenção para a relação entre a liberdade e o desejo do possível. Disse ela, inclusive, que havia aprendido isso com Sartre.

A vida me ensinou a abrir mão do impossível, e eu, hoje, só conto as flores e os frutos do meu jardim. Não conto as folhas que tombaram, não lamento o que está perdido. Com a experiência, fui me tornando cada vez mais livre e, num certo sentido, mais jovem.

nadinha

Francis Picabia nunca me saiu da cabeça. Por dizer que rejuvenescia à medida que o tempo passava. Viveu de 1879 a 1953, ou seja, 74 anos. Aos 34, em 1913, pintou Udnie, que não se encontra por acaso na porta do Museu de Arte Moderna do Centro Georges Pompidou, em Paris. Inspirado num espetáculo de dança, Udnie, explosão de cores e de formas, é uma metáfora fantástica da juventude. Aliás, o subtítulo do quadro é “Dança da jovem americana”.

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